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Formação

Treinar Jovens  (Formação) Inserido Sunday 18 May 2008 17:03

"Treinar jovens é uma missão. Pelo menos era como eu o sentia e é isso que quero dizer aos que treinam jovens futebolistas. Após três anos como treinador de futebol juvenil, cheguei à conclusão que não era aquilo que pretendia a longo prazo, mas treinar jovens não deve ser encarado como um ponto de passagem na carreira."

Marcello Lippi

in Academia de Talentos

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Etapas no Ensino do Futebol  (Formação) Inserido Monday 12 May 2008 12:48

Etapas no Ensino


Para que os jovens possam ter êxito no futuro, é fundamental que a sua formação se inicie pela base, devendo os alunos passar por um processo de formação coerente, com uma progressão da aprendizagem distribuída por diferentes etapas, com objectivos, estratégias e conteúdos adequados às diferentes fases de desenvolvimento. 

  • 1ª etapa - relação do jogador com  a bola

    • Domínio da bola e equilíbrio do corpo

    • Encadeamento das acções técnicas: controlo, condução e remate

    • Desenvolvimento do passe e da recepção

    • Iniciação às noções de ataque e defesa

  • 2ª etapa - relação do jogador com a bola e com a baliza

    • O remate de precisão

    • Encadeamento de acções finalizando com remate à baliza

    • Finalização e defesa da baliza

    • Finalização eficaz das acções de jogo e construção da noção da defesa da baliza

  • 3ª etapa - relação do jogador com a bola, com a baliza e com o adversário

    • Princípio de ataque-penetração e princípio da defesa-contenção

    • Recuperação e manutenção da posse de bola

    • Marcação individual nominal e não nominal

  • 4ª etapa - relação do jogador com a bola, com a baliza, com o companheiro e com o adversário

    • Jogar com os companheiros progredindo no terreno

    • Criar o hábito de se deslocar e de estar constantemente em movimento para passar e receber a bola

    • Princípios do ataque - penetração e cobertura ofensiva

    • Princípios da defesa - contenção e cobertura defensiva

    • Desmarcação e defesa individual-zonal

  • 5ª etapa - relação do jogador com a bola, com a baliza, com os companheiros e com os adversários

    • Encadeamento das acções técnicas: passe longo, cruzamento aéreo e finalização de cabeça

    • Princípios do ataque - mobilidade e espaço

    • Princípios da defesa - Equilíbrio e concentração

    • Jogar com os companheiros progredindo no terreno

    • Marcação individual nominal

    • Ocupação racional do espaço de jogo

  • 6ª etapa - relação do jogador com a bola, com a baliza, com os adversários e com a equipa

    • Circulação da bola

    • Manutenção e recuperação da posse da bola

    • Aperfeiçoamento do jogo pelos corredores laterais

    • Equipa como bloco dinâmico utilizando o sistema táctico 1:3:2:1

    • Método de jogo ofensivo utilizando o sistema táctico 1:3:1:2

  Acções táctico-técnicas desenvolvidas

O conjunto das acções individuais e colectivas encontram-se devidamente organizadas, de forma a preparar convenientemente os nossos alunos, envolvendo as seguintes componentes:

  • Princípios do Ataque

    • Penetração (1º atacante)

    • Cobertura Ofensiva/Apoio (2º atacante)

    • Mobilidade (3º atacante)

    • Espaço (Estrutura da equipa)

  • Princípios da Defesa

    • Contenção (1º defesa)

    • Cobertura defensiva (2º defesa)

    • Equilíbrio (3º defesa)

    • Concentração (Estrutura da equipa)

  • Tácticas Individuais Ofensivas

    • A recepção e o controlo de bola

    • A condução da bola

    • O passe

    • O remate

  • Tácticas Colectivas Ofensivas

    • Desmarcação de ruptura

    • Desmarcação de apoio

    • Desmarcação mista

    • Desmarcação com trajectória circular

    • Tabelinha

  • Tácticas Individuais Defensivas

    • Desarme

    • Intercepção

    • O guarda-redes e a defesa da baliza

  • Tácticas Colectivas Defensivas

    • Marcação à zona

    • Marcação individual

    • Marcação mista

    • Dobra

    • Compensação

    Fonte: Bragafut
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Futebol de Rua. Que Influências na formação?  (Formação) Inserido Wednesday 30 April 2008 17:15

Em tempo mais passados havia um fenómeno, que neste momento está a desaparecer, chamado Futebol de Rua, em que os intervinientes evoluiam aí o seu futebol. Como afirma Scagalia (2003) “As acções adaptativas – soluções do problema do jogo – decorrentes de situações exigidas, tanto dos inumeros jogos de bola com os pés, transitam de uns para os outros que por sua vez resultam em modificações no todo”. Aqui este autor quer dizer que os vários jogos jogados com os pés levam a modificações na sua execução, no seu todo, por isso quanto maior for a prática de rua de jogos ou brincadeiras com os pés mais evolução vai haver. Aqui vê-se bem como o pequeno influência a alteração do todo, sendo este mais pequeno que vai influenciar, em grande parte o todo.

A grande maioria do jogadores que hoje estão a jogar no top, ou que já passaram por aí “passaram pela rua ainda antes de integrar os escalões de infantis, iniciados ou juvenis” (Fonseca, 2006)

  “Foi através do Futebol de rua que todos os jogadores da Selecção Nacional portuguesa se iniciaram no Futebol.”. (Aurélio Pereira – responsável pelo gabinete de recrutamento/detecção de talentos do Sporting, 2004 citado por Fonseca, 2006)

  “Os meus primeiros jogos tiveram lugar no prestigiado estádio da rua Rubens Arredo: «balizas» feitas com sapatos velhos, em cada uma das extremidades – uma onde a rua terminasse num “beco” sem saída e a outra onde se cruzava com a rua Sete de Setembro; as linhas laterais eram mais ou menos onde as casas começavam de cada lado. Mas para mim era como se fosse o Maracaná, e foi o local onde comecei a desenvolver as minhas aptidões.”. (Pelé, 2006, citado por Fonseca, 2006)

“No meu bairro em Porto Alegre passei a infância a jogar à bola. Nunca me separava da bola, driblava, driblava, driblava sem parar. Jogava na rua com os meus colegas, mas também jogava horas sozinho ou com o meu cão, o “Bombom”, que era incansável. Com ele, tentei todas as fintas possíveis, para evitar que ele trincasse a bola, com excepção do “túnel”, porque o “Bombom” tinha as patas curtas. (Ronaldinho Gaúcho 2005, citado por Fonseca 2006).

  “Nunca fui de exigir muito. Só precisava mesmo era de uma bola e de autorização dos meus pais para andar na rua. Adorava jogar na rua, de preferência… descalço”! (Deco 2003, citado por Fonseca 2006).

  “Sem dúvida que uma das razões para a falta de qualidade técnica de muitos

jogadores, é resultado do lugar onde esses jovens aprenderam a jogar Futebol.

No meu tempo, a academia mais popular para descobrir os segredos deste

desporto era a rua.”. (John Cruyff, 2002).

  “A tecnologia de ponta do Futebol é a rua e a miséria. Numa partida improvisada, de imediato alguém inventa algo. No meio desse combate de pés descalços, um jogador que possa não ser muito alto (Salas), nem muito forte (Arellano), nem muito rápido (Gallardo), soluciona um problema de forma original. Com uma recepção e um toque três adversários são ultrapassados (…) O jogador não usa o catálogo de soluções conhecidas, cria.”. (Jorge Valdano, 2002, citado por Fonseca, 2006).

  “Jogávamos sempre à volta da minha casa, em “Las Siete Canchitas”. Era um descampado enorme com vários campos. Uns tinham balizas e outros não. “Las Siete Canchitas” era como um desses centros desportivos com relva sintética e tudo! Não tinha relva nem sintéticos, mas era para nós uma maravilha. Era de terra, de terra bem pura. Quando começávamos a correr, levantava-se tanto pó que parecia que estávamos a jogar em Wembley e com neblina.” (Diego Maradona, 2001, citado por Fonseca, 2006)

  “Foi aí (no Futebol de Rua) que comecei a ser Homem” (Caetano, citado por Cardoso, 1995)

“O jeito também se ganha. É na rua que se desenvolve o gosto pelo jogar futebol, com as horas que aí se passam a jogar. Através do gosto vamos melhorar as nossas capacidades, pois ele leva-nos a repartir essas coisas muitas vezes e assim a melhorá-las.” (Marcelo, citado por Cardoso, 1995)

  “Era na rua que tentávamos ser melhor que os outros, melhorando dia a dia na competição que aí havia. Ali vamos melhorando instintivamente coisas que mais tarde vão ser importantes na nossa carreira.” (Domingos, citado por Cardoso, 1995)

  Como se pode ver, vários jogadores e de vários níveis, todos referem o Futebol de Rua foi determinante na evolução, não só como futebolista, como de pessoa.

O Futebol de Rua tinha um aspecto fundamental: “o tempo livre” e o “prazer que os miúdos tinham em jogar”. Sim, não é por acaso que o Pelé dizia que ele foi o melhor do mundo porque a rua dele tinha mais buracos, ele e muitos mais, todos nós, jogamos horas a fio por prazer, criando um jogo equilibrado (tinha de dar luta), estimulando a competitividade, os vários tipos de piso (desde o paralelo à terá, passando por alguns jardins… Tínhamos contactos diferentes com a bola! Assim proporciona-se uma prática com dificuldade mas muita estimulação de coordenação… Talvez como Marisa Gomes (2007, citada por Frade, 2007) afirma: “nos sintéticos, os miúdos atiram-se para o chão e não sentem a dificuldade ou o desequilíbrio em si na rua é totalmente diferente!”. Nesta prática existe muita diversidade, jogando todos os dias, a todas a horas, com equipas diferentes (não há aquele hábito de conhecer todos os companheiros), todos querem ser melhores e ser melhor que o melhor da rua, é uma questão de afirmação. E também, como Queiroz (1983) afirma que é importante colocar a forma competitiva nos exercícios. Estas ideias vão ao encontro do que Michels (2001) afirma que “O Futebol de Rua é o sistema educacional mais natural que pode ser encontrado. Se analisarmos o Futebol de Rua concluiremos que a sua força reside no facto de se jogar diariamente de uma forma competitiva, com uma preferência para se jogar em todos os tipos de terreos, normalmente em grupos pequenos. No Futebol de Rua raramente vemos os jovens a praticar os gestos técnicos de uma forma isolada.”

Excelente artigo publicado no blogue "http://formacaonofutebol.blogspot.com /" que nos faz reflectir nas atitudes irreflectidas dos Homens que retiraram a liberdade às crianças.

Infelizmente os meus filhos não poderão ser a criança livre que eu fui, infelizmente não poderão jogar á bola na rua, andar de bicicleta na rua, brincar na rua, etc, isto porque o clima de insegurança instala-se de imediato e nós pais ou estamos presentes ou então preferimos mantê-los dentro de casa com as consequências que daí advêm como muito bem dito pela Alice Vieira no Jornal de Noticias de 30-03-2008 :  "Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs."

 Publicado por António

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Critérios para a integração dos jovens na equipa de competição  (Formação) Inserido Sunday 20 April 2008 00:21

Aspectos Familiares e Filosóficos:

Um aspecto determinante para a integração de um praticante na vertente competitiva é a disponibilidade e a motivação dos Pais, para acompanharem a carreira desportiva dos seus filhos. Pais com problemas de horários laborais, problemas quanto à grande distância da sua residência ou da escola em relação ao local de realização dos treinos e pouco interessados nesta vertente, condicionam à partida a integração dos seus filhos na via competitiva.

Entre outros, os Pais deverão se capacitar da necessidade de um grande dispêndio de tempo para acompanhar e transportar os filhos para os treinos e para os jogos, do dever de assiduidade e de pontualidade que deverão incutir nos seus educandos e no investimento que a Escola/Clube irá fazer na formação sócio-desportiva dos seus filhos.

Importância dos Pais na Equipa de competição:

Os Pais constituem uma base de apoio importante no desporto juvenil, pois são eles que transportam os filhos aos treinos, são os que se levantam cedo para ir levar os filhos aos jogos, são os que tratam dos equipamentos dos filhos, por vezes são os únicos espectadores presentes nos jogos, sendo em muitos casos a base do suporte logístico e financeiro de apoio ao funcionamento das equipas.
Por tudo isto, só uma estreita colaboração entre Pais, Dirigentes, Treinadores e Jogadores, no respeito integral pelas funções de cada um, através de um bom relacionamento entre todos, poderemos construir uma vivência competitiva salutar e agradável, onde todos possamos retirar os benefícios sócio-desportivos que a prática de um Jogo Desportivo Colectivo como o Futebol, nos poderá proporcionar.

 

Publicado por António

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Quais são os objectivos dos educadores/treinadores de Futebol de jovens?  (Formação) Inserido Sunday 20 April 2008 00:18

  

Os treinadores dos escalões de formação, têm como principal objectivo, contribuir para uma formação adequada dos jovens, mas incentivando sempre o desejo e o gosto pela vitória, já que desejar vencer é uma ambição de qualquer ser humano. Não se trata, contudo, de vencer a todo o custo, pondo em causa a formação dos jovens jogadores.

Objectivos específicos dos educadores/treinadores de jovens:

- Conhecer bem os jovens que treina, bem como as características das suas diferentes fases de desenvolvimento;

- Contribuir para o desenvolvimento das capacidades específicas (físicas, táctico-técnicas e psíquicas) do Futebol, de acordo com as capacidades e as necessidades dos jovens;

- Contribuir para a formação geral e integral do cidadão comum;

- Promover o gosto e o hábito pela prática desportiva, proporcionando prazer e alegria nos jovens praticantes, através das actividades a desenvolver;

- Dirigir as expectativas dos jovens e dois seus familiares de uma forma realista;

- Dirigir as suas acções, valorizando fundamentalmente o esforço e o progresso na aprendizagem, colocando em primeiro lugar os interesses dos atletas e só depois as vitórias da equipa.

Segundo Papaioannou (1995), a adopção de um ambiente muito orientado para aprendizagem e pouco orientado para o rendimento é o mais adequado para crianças e jovens, tendo em vista a maximização da motivação e da realização de todas as suas capacidades.

in O Ensino do Futebol 7 – Um jogo de iniciação ao futebol de 11

Publicado por António

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